Sobre a minha visão de que um homem (homem-penis) é uma arma que pode ser disparada a qualquer momento Pra mim, o Carlos é uma arma que a qualquer momento pode disparar contra mim. É só puxarem o gatilho que ele aponta para o meu corpo. Eu sou o alvo. Como um penis que ao encher de sangue, explode. A sensação é de que ele é uma arma engatilhada apontada pra mim. Eu sou o alvo. Por que ele está apontando essa arma pra mim? Por que eu sou mulher, por que eu sou nordestina, por que eu sou baiana? Porque eu sou a vítima desta relação patriarcal. As mulheres sempre são as vítimas. As mulheres sempre são os alvos. E as mães sempre apontam essas arma-dilhas para as filhas. As mães fálicas apontam seus penis disparadores para as filhas. De novo, sou o alvo. Sou quem os outros colocam contra a parede. Sem saída. Eu sou aquela a quem as pessoas (homens e mães) apontam seus canos longos e fumeguentos. A filha ingênua. A mulher ingênua. O patriarcado sempre aponta as suas armas pa...
Insights: Brincar é coisa de gente preguiçoso. Você tem que ajudar nos serviços da casa (não ter direito ao ócio). Todoas as vezes que eu começo um projeto meu, aparece alguem que eu tenho que olhar, cuidar, prestar atenção. Agora é o meu novo namorado pernambucano que parece ter alzheimer precoce. É como se o super-ego ou uma censora interna me direcionasse ao cuidado do outro porque é produtivo e me fastasse da criação (coisa de gente sem ter o que fazer). Eu não tenho direito de brincar = eu não tenho direito de criar = eu não tenho direito de ter filhos (eu preciso me sustentar = eu preciso cuidar dos filhos dos outros (babá) para garantir o meu sustento - ter casa, comida. eu não tenho direito a ter uma vida própria - preciso ajudar a minha mae, para não ser chutada fora de casa (a casa dela). Fase anal: mãe, eu quero fazer cocô, mas eu não quero te dar. Esse cocô é meu. Ele me pertence. Estou cansada de dar o meu cocô pra você. Sinto uma ansiedade e um cansaço de ter que produzir...
Glai, minha linda, quanta gratidão por essa aula. Quanta gratidão por mulheres que se conectam a mulheres e expandem o campo feminino. Hoje não só senti o meu corpo, como senti o meu corpo desabrochar. Esse corpo de mulher. Um corpo que envelhece e que se torna mais potente, não em força, mas em sabedoria. Em paz. Um corpo que quer envelhecer, que precisa envelhecer e é tão bom. Um corpo que pode ser gordo velho, flácido, feio e que não tem medo de ser descartado pela sociedade. Quanta prepotência essa a da sociedade achar que pode descartar um corpo. Quanta prepotência essa dos homens, das pessoas. É um pensamento tão infantil esse. Só quem pode descartar o corpo é o tempo. O outro não pode me descartar. Só quem pode usar o corpo é o tempo. O corpo do outra pessoa não pode ser usado porque o corpo não é um objeto. Com isso, saio do capitalismo. O corpo de uma mulher não é um campo de batalha política ou de poder. Com isso, saio da guerra, da luta. Me sinto em paz. O corpo d...
Comments
Post a Comment