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A máscara de mártir

 Psicanálise carrego a máscara de mártir, de salvadora, como eu posso me livrar deste comportamento sob o ponto de vista da psicanálise? quais as recomendações, dicas e exercícios cotidianos? complexo de messias/ onipotência narcísica 1. O que eu ganho sendo a mártir? (Ex: Controle sobre a vida alheia, admiração, o direito de reclamar e me sentir moralmente superior). Eu acredito que se a pessoa precisa de mim, ela não vai me enganar ou me abandonar. Ela será fiel e leal comigo. a pessoa vai me olhar de baixo pra cima e sentir admiração. Ela vai querer ser eu. Vai querer ser salva por mim. Salva de quê? Pat, você não é a igreja católica que saiu por aí dizendo que vai salvar todo mundo, desde que as pessoas se mantivessem fiéis e leais à doutrina dela. Ou seja, para salvar o outro, ele precisa fazer as coisas do meu jeito. Terrível! Ninguém precisa ser salvo por ninguém. Saia desta, Pat. O que eu quero salvar? A humanidade da fome, afinal, no peito jorra leite. Posso nutrir o mundo...

Viver numa comunidade. Uma comum idade.

 Glai, minha linda, quanta gratidão por essa aula. Quanta gratidão por mulheres que se conectam a mulheres e expandem o campo feminino.  Hoje não só senti o meu corpo, como senti o meu corpo desabrochar. Esse corpo de mulher. Um corpo que envelhece e que se torna mais potente, não em força, mas em sabedoria. Em paz. Um corpo que quer envelhecer, que precisa envelhecer e é tão bom. Um corpo que pode ser gordo velho, flácido, feio e que não tem medo de ser descartado pela sociedade. Quanta prepotência essa a da sociedade achar que pode descartar um corpo. Quanta prepotência essa dos homens, das pessoas. É um pensamento tão infantil esse. Só quem pode descartar o corpo é o tempo. O outro não pode me descartar. Só quem pode usar o corpo é o tempo. O corpo do outra pessoa não pode ser usado porque o corpo não é um objeto. Com isso, saio do capitalismo. O corpo de uma mulher não é um campo de batalha política ou de poder. Com isso, saio da guerra, da luta. Me sinto em paz. O corpo d...

seskso não é tensao. é tesão

Sobre a minha visão de que um homem (homem-penis) é uma arma que pode ser disparada a qualquer momento  Pra mim, o Carlos é uma arma que a qualquer momento pode disparar contra mim. É só puxarem o gatilho que ele aponta para o meu corpo. Eu sou o alvo. Como um penis que ao encher de sangue, explode.  A sensação é de que ele é uma arma engatilhada apontada pra mim. Eu sou o alvo.  Por que ele está apontando essa arma pra mim? Por que eu sou mulher, por que eu sou nordestina, por que eu sou baiana? Porque eu sou a vítima desta relação patriarcal. As mulheres sempre são as vítimas. As mulheres sempre são os alvos. E as mães sempre apontam essas arma-dilhas para as filhas. As mães fálicas apontam seus penis disparadores para as filhas. De novo, sou o alvo. Sou quem os outros colocam contra a parede. Sem saída. Eu sou aquela a quem as pessoas (homens e mães) apontam seus canos longos e fumeguentos. A filha ingênua. A mulher ingênua. O patriarcado sempre aponta as suas armas pa...

Qual lei devo seguir? A da mãe (igreja) a do pai (governo)?

Não posso furar a lei de que sexo é pecado - lealdade e fidelidade à mãe (simbiose). À igreja católica. Tenho que obedecer à lei.  Mas a Lei dos homens permite o sexo. Meu pai não se opunha a eu ter namorados e transar. Ele incentivava.  Estou confusa. Qual lei devo seguir? A da mãe (igreja) a do pai (governo)?  Eu não preciso mais engolir o pau de ninguém. O penis de ninguém. Ô Deus de ninguém. Eu não preciso engolir a Óstia. Eu sou uma mulher adulta que engole alimentos saudáveis. Que se une aos homens. Cuja vagina não vai engolir nada. Vai se unir e se juntar a um penis.  Carlos, eu não sou sua filha, sua aluna, sua empregada, sua doméstica, sua mãe, sua irmã. Eu sou sua consorte. Não sou obrigada a engolir o seu falo, o seu penis, o seu pseudo poder. Entre dois adultos, a gente não engole nada. A gente une. A gente compoe. Q gente combina.  Eu não sou uma colegial que vai dar o cu pra você. Nem engolir o seu penis através da minha boca. Eu sou uma mulher com...

O marista

 O Marista  Larguei o mundo corporativo, a universidade e passei a ser estudante. Vivo estudando. Encontro o Carlos e umas das afinidades que temos é o fato de que os dois estudaram no Marista. Isto se tornou mais importante pra ele do que pra mim. Ele me conta que tem fetiche (não usou essa palavra) com uniformes colegiais. Assiste a filmes pornõs com essa temática.  Reflito sobre como este tema nos conecta. Eu a eterna estudante. Ele o que tem fetiche com uniformes escolares, estudantis. Há um encaixe.  Meu aniversário deste ano aconteceu com pessoas que foram do Marista. Passaremos o reveillon com outras pessoas que foram do Marista. Penso que voltei a ser estudante porque era um mundo seguro pra mim. Eu achava seguro. Seguia as regras, fazia o que os outros queriam e tirava notas boas. Se eu quebrasse as regras, seria punida. Não via motivos para quebrar as regras e ser punida. Não queria. Eu era obediente. Me vejo engolindo o falo (associação com regras). Mastur...

os nossos corpos são deuses, são criadores

  Religião Pagã?  

sabemos que a verdade não tem gênero, idade, raça

A eterna estudante, reproduzindo, mas jamais criando. A escola e a universidade são instituições que nasceram com a Igreja. universidade católica de Salvador. Colégio Marista. Nestes espaços me disseram que eu estaria segura e acreditei. Eu estava sofrendo uma lavagem cerebral para ter medo do instinto (diabo) e louvar a Deus (patriarcado, hierarquia falocentrica), onde a suposta verdade e o poder estão centrados no falo. Agora sabemos que a verdade não tem gênero, idade, raça .  O Carlos estudou no Marista como eu e às vezes penso que ele preencheu uma lacuna que eu sentia que era não ter namorado no Marista porque não tinha permissão da minha mãe para namorar. Ela queria que eu fosse a namorada dela, levando ela para os lugares, viajando com ela, estando presente em todos os momentos da vida dela, ocupando o lugar do meu pai que só trabalhava. Eu tinha a sensação de que era proibido namorar. No meu aniversário este ano, que rolou em Carneiros, a maioria tinha estudado no Marista....