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Showing posts from November, 2025

Viver numa comunidade. Uma comum idade.

 Glai, minha linda, quanta gratidão por essa aula. Quanta gratidão por mulheres que se conectam a mulheres e expandem o campo feminino.  Hoje não só senti o meu corpo, como senti o meu corpo desabrochar. Esse corpo de mulher. Um corpo que envelhece e que se torna mais potente, não em força, mas em sabedoria. Em paz. Um corpo que quer envelhecer, que precisa envelhecer e é tão bom. Um corpo que pode ser gordo velho, flácido, feio e que não tem medo de ser descartado pela sociedade. Quanta prepotência essa a da sociedade achar que pode descartar um corpo. Quanta prepotência essa dos homens, das pessoas. É um pensamento tão infantil esse. Só quem pode descartar o corpo é o tempo. O outro não pode me descartar. Só quem pode usar o corpo é o tempo. O corpo do outra pessoa não pode ser usado porque o corpo não é um objeto. Com isso, saio do capitalismo. O corpo de uma mulher não é um campo de batalha política ou de poder. Com isso, saio da guerra, da luta. Me sinto em paz. O corpo d...

seskso não é tensao. é tesão

Sobre a minha visão de que um homem (homem-penis) é uma arma que pode ser disparada a qualquer momento  Pra mim, o Carlos é uma arma que a qualquer momento pode disparar contra mim. É só puxarem o gatilho que ele aponta para o meu corpo. Eu sou o alvo. Como um penis que ao encher de sangue, explode.  A sensação é de que ele é uma arma engatilhada apontada pra mim. Eu sou o alvo.  Por que ele está apontando essa arma pra mim? Por que eu sou mulher, por que eu sou nordestina, por que eu sou baiana? Porque eu sou a vítima desta relação patriarcal. As mulheres sempre são as vítimas. As mulheres sempre são os alvos. E as mães sempre apontam essas arma-dilhas para as filhas. As mães fálicas apontam seus penis disparadores para as filhas. De novo, sou o alvo. Sou quem os outros colocam contra a parede. Sem saída. Eu sou aquela a quem as pessoas (homens e mães) apontam seus canos longos e fumeguentos. A filha ingênua. A mulher ingênua. O patriarcado sempre aponta as suas armas pa...

Qual lei devo seguir? A da mãe (igreja) a do pai (governo)?

Não posso furar a lei de que sexo é pecado - lealdade e fidelidade à mãe (simbiose). À igreja católica. Tenho que obedecer à lei.  Mas a Lei dos homens permite o sexo. Meu pai não se opunha a eu ter namorados e transar. Ele incentivava.  Estou confusa. Qual lei devo seguir? A da mãe (igreja) a do pai (governo)?  Eu não preciso mais engolir o pau de ninguém. O penis de ninguém. Ô Deus de ninguém. Eu não preciso engolir a Óstia. Eu sou uma mulher adulta que engole alimentos saudáveis. Que se une aos homens. Cuja vagina não vai engolir nada. Vai se unir e se juntar a um penis.  Carlos, eu não sou sua filha, sua aluna, sua empregada, sua doméstica, sua mãe, sua irmã. Eu sou sua consorte. Não sou obrigada a engolir o seu falo, o seu penis, o seu pseudo poder. Entre dois adultos, a gente não engole nada. A gente une. A gente compoe. Q gente combina.  Eu não sou uma colegial que vai dar o cu pra você. Nem engolir o seu penis através da minha boca. Eu sou uma mulher com...

O marista

 O Marista  Larguei o mundo corporativo, a universidade e passei a ser estudante. Vivo estudando. Encontro o Carlos e umas das afinidades que temos é o fato de que os dois estudaram no Marista. Isto se tornou mais importante pra ele do que pra mim. Ele me conta que tem fetiche (não usou essa palavra) com uniformes colegiais. Assiste a filmes pornõs com essa temática.  Reflito sobre como este tema nos conecta. Eu a eterna estudante. Ele o que tem fetiche com uniformes escolares, estudantis. Há um encaixe.  Meu aniversário deste ano aconteceu com pessoas que foram do Marista. Passaremos o reveillon com outras pessoas que foram do Marista. Penso que voltei a ser estudante porque era um mundo seguro pra mim. Eu achava seguro. Seguia as regras, fazia o que os outros queriam e tirava notas boas. Se eu quebrasse as regras, seria punida. Não via motivos para quebrar as regras e ser punida. Não queria. Eu era obediente. Me vejo engolindo o falo (associação com regras). Mastur...

os nossos corpos são deuses, são criadores

  Religião Pagã?  

sabemos que a verdade não tem gênero, idade, raça

A eterna estudante, reproduzindo, mas jamais criando. A escola e a universidade são instituições que nasceram com a Igreja. universidade católica de Salvador. Colégio Marista. Nestes espaços me disseram que eu estaria segura e acreditei. Eu estava sofrendo uma lavagem cerebral para ter medo do instinto (diabo) e louvar a Deus (patriarcado, hierarquia falocentrica), onde a suposta verdade e o poder estão centrados no falo. Agora sabemos que a verdade não tem gênero, idade, raça .  O Carlos estudou no Marista como eu e às vezes penso que ele preencheu uma lacuna que eu sentia que era não ter namorado no Marista porque não tinha permissão da minha mãe para namorar. Ela queria que eu fosse a namorada dela, levando ela para os lugares, viajando com ela, estando presente em todos os momentos da vida dela, ocupando o lugar do meu pai que só trabalhava. Eu tinha a sensação de que era proibido namorar. No meu aniversário este ano, que rolou em Carneiros, a maioria tinha estudado no Marista....

criar é muito melhor do que reproduzir.

 Aleatórios A minha mãe não comprava bonecas pra mim, ela compra pra ela porque foi pobre e não pode brincar. Mas quando eu começa a a brincar, ela tirava as bonecas de mim, dizendo que eu não tinha instinto materno. Com isso, ela estava punindo a ela mesma. Mãe, não existe instinto materno. Essa é uma ficção criada pela sociedade. O que existe é instinto de criação e este foi reprimido pela Igreja Católica porque nele, todos nós sentimos prazer. No seu  lugar, a igreja enfatizou a reprodução sem prazer e criou soldados e soldadas zumbis que apenas reproduzem sem sentir. Tudo bem, mãe, todos nós fomos enganados porque éramos crianças, agora somos adultos e conhecemos a verdade, que criar é muito melhor do que reproduzir. 

Patinha, eu, a boneca argentina e o cachorro de plastico rigido Xereta

 Imagem: patinha sentada olhando para Jesus crucificado. Eu chego perto e abraço ela. Ela diz: me enganaram. Eu aceno com a cabeça. Esse Jesus na cruz é só uma imagem. Ele não existe de verdade. Ela: eu acreditei. Eu: acreditamos. Mas Agora nós temos uma a outra. Nós nos amamos. E somos uma só. Ela: é difícil abandonar essa imagem. Eu: eu sei. Ela: como sair daqui? Eu: não sei. Talvez entrando na vida real, amando a carne (a minha mente pensando: Lacan, a entrada no real). Parando de projetar imagens. Vivendo a vida real. A carne. O sabor da carne. Eu;”: eu quero a carne que pulsa. Essa imagem é de madeira, não pulsa, não cria, não me aquece. Ela é uma promessa gelada. Eu nunca serei amada por Deus ou Jesus. É meu amor por eles é totalmente platônico. Jogado fora. Em vão. Sem correspondência. O que ainda estamos fazendo aqui?  Patinha: não sei. Pegam a boneca de pano (uma que meus pais trouxeram da Argentina). As duas: essa boneca de pano é mais quente do que aquela escultura ...

invente uma doença 2

 Invente uma doença que me deixe em casa pra sonhar  Ser bem tratada, vista, cuidada quando estava doente. Só poder ir para a cama dos meus pais quando estava doente. Vivia doente.  Eu era amada quando era impotente.  Na potência eu tinha que obedecer e trabalhar.  A subserviência como forma de amor (igreja) Fiquei vendo a imagem de Jesus e eu ajoelhada - o amor é subserviente. A cruz no alto e eu embaixo, infantilizada.  Ressignificar: O amor é igualdade, o amor é potência, o amor é criação e não criançao. Amor subserviente é coisa de criança - amar os pais, a igreja. Eu sou adulta. Não preciso me infantilizar ou ficar doente para receber amor.  Amor é união. Amor é andar juntos.  Olha pra mim, Papai do Céu. Cuida de mim, Papai do Céu. Não existe Papai do Céu assim como não existe Papai Noel. Saia do Templo, menina. Saia da igreja = útero  Eu não preciso ser protegida pela igreja ou pela mãe santa.  Os adultos são capazes de cuidar uns ...